sábado, 29 de junho de 2013

O grande problema do mundo contemporâneo

Desde que, no fim do século passado, o mundo tomou consciência de que uma grande crise ambiental estava se armando no horizonte de nossa existência, praticamente todos os países buscaram soluções para uma reversão nessa rota de colisão com a destruição planetária, em que nos encontramos no momento.

Algumas dessas ações globais, por exemplo, foram as conferências das Nações Unidas: em Estocolmo em 1972, no Rio em 1992 e em Joanesburgo em 2002. Apesar de duas grandes convenções e muitos outros compromissos terem emergido desses encontros, ao longo das três décadas que se sucederam, a biodiversidade continuou a desaparecer e as mudanças climáticas dão sinais, cada vez mais visíveis, de sua força destruidora e existe uma verdadeira erupção global de doenças emergentes e outras transmitidas por vetores. Além disso, a população mundial tornou-se majoritariamente urbana e a pobreza no mundo aumentou. Essas são, em verdade, apenas algumas conseqüências das graves alterações que o ser humano tem provocado em nosso planeta. Muitas outras se sucedem e as correções precisam acontecer mais rápido que a maior urgência recomenda.

No recente projeto do Milênio das Nações Unidas, em mais uma tentativa de criar soluções planetárias, a força tarefa em sustentabilidade ambiental chama a atenção para o excesso de debate com pouca ação e conclama a uma mudança pela ação expressa no seguinte texto:

"A comunidade das nações já debateu o suficiente. Nós encorajamos... que aja sobre suas recomendações. Ilumine o caminho e outros o seguirão para um mundo no qual o meio ambiente é mais sustentável, economicamente mais estável e socialmente mais justo".

Mas não só os governos ou a ONU tomaram consciência da necessidade de mudanças urgentes nos nossos paradigmas de desenvolvimento. As ONGs participaram do processo, no princípio cobrando mudanças por parte das empresas e governos. Depois de 1992, elas mais e mais se engajaram num esforço mundial pela sustentabilidade. As empresas, por sua vez, deram sinais claros de mudança quando participaram ativamente do nascimento e criação do desenvolvimento sustentável como uma nova e mais apropriada forma de fazer negócios. Hoje, muitas ONGs, a maioria dos governos e um grande número de companhias vêem claramente que os assuntos ambientais estão intimamente ligados aos assuntos sociais e econômicos e que da sua ação depende o futuro de nosso planeta. Agora é aproveitar o momento de convergência de objetivos pelos três setores, arregaçar as mangas e agir enquanto ainda há tempo.

Por Júlio César Piccolli, 3º E.M.